Resenha: Amém

Título: Amém

Autor: Arthur Chrispin

Páginas: 301

Editora: 5W 






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     Sem dúvida, um dos melhores livros policiais que já li na vida. E com certeza vocês verão este livro de novo no final do ano aqui no blog, pois "Amém" estará lá como um dos melhores de 2016.



"Na cadência do samba, Jorge sentia-se rei. Ali, no começo da madrugada, batendo palmas no compasso do pandeiro ou deslizando as mãos no couro do tantan, seu sorriso de criança renascia, e ele brilhava."
Pag. 107


     Com uma incrível narrativa, o autor nos leva para uma intrincada investigação, onde o inimigo invisível parece estar sempre dois passos à frente dos melhores investigadores do Rio de Janeiro.

     Narrado em terceira pessoa passando pelo ponto de vista de todos os personagens, mas com foco no protagonista, Jesus.


"Longe dos filhos, solteiro, afastado da mãe, Jesus não era propriamente um modelo de pessoa sociável."
Pag. 8


     Jesus é detetive em um grupo da Delegacia de Homicídios, e diferente do que falam por aí, eles são conhecidos por serem honestos e mito linha dura.

     Junto com Jesus trabalham: Jorge, um galanteador que prezava pela amizade com todos; Chico, o mais velho da turma é evangélico e muito correto, Lourenço, um homossexual assumido extremamente corajoso por assumir dentro de um lugar conhecido por ser muito homofóbico. E no comando desses quatro detetives está Luzia, uma mulher forte, corajosa e que tem um carinho imenso por eles.


"Deitado na cama, olhou para o teto e também chorou. Havia acabado de acordar, mas estava em pleno pesadelo."
Pag. 117


     Tudo começa quando um corpo é encontrado morto, com quatro flechas presas em seu corpo, e amarrado em um poste.

     O homem se chamava Sebastião e havia sido assassinado como São Sebastião no dia em que se comemora o dia de São Sebastião.

     A Divisão de Homicídios entrou no caso, e logo descobriram que este era o primeiro crime de um serial killer que no mínimo conhecia muito bem a Bíblia.

     E com tantos nomes bíblicos na história, vocês podem imaginar o que vem por aí...


"A vítima estava amarrada a um poste próximo à mureta, boca e olhos abertos, apenas de cueca branca, com quatro flechadas no torso. Algo entre o dantesco e o poético, mas certamente incomum."
Pag. 21


     Digamos que no início eu suspeitei de meia dúzia de personagens, mas que foram sendo eliminados no decorrer da leitura. Uns por irem se mostrando, outros porque o autor ia matando mesmo.

     É absurda a quantidade de pessoas que o autor mata sem dó nem piedade. Fiquei com dor no coração, xinguei horrores o autor. Como pode uma pessoa ser tão incrivelmente má e insensível???


"A noite foi longa e os tiros só dessaram quando o Sol, pacificador, ameaçou surgir no horizonte."
Pag. 34


     Tudo isso com a Cidade Maravilhosa como pano de fundo. Um passeio de Copacabana à Madureira, passando por praias e morros. Perfeito!

     A narrativa é viciante, alucinante, apaixonante; o autor sabe levar o leitor por onde ele deseja, fazendo com que as unhas sejam todas roídas e a noite passe voando.

     Impossível para de ler antes de virar a última página. E depois de terminar, não tem como não soltar um palavrão bem grande e um NÃO!!!


" - Luzia, mortes são sempre mortes. Não importam os meios, o fim é sempre o mesmo. Se você quer rapidez, vai assistir CSI. Aqui é Rio de Janeiro."
Pag. 27


     Cinco estrelas, favorito, e quem curte livro policial, cru, direto e verdadeiro, precisa ler "Amém" logo.

     "Amém" é o primeiro livro do autor que até então escrevia contos e crônicas no blog Cotidiano & Outras Drogas, e não vejo a hora de ler mais livros dele. Tudo que ele lançar eu lerei correndo.

     Recomendadíssimo!!


"Já estava morto. Mesmo assim, uma facada no coração foi dada, como forma de certeza. Para arrematar uma cruz invertida foi desenhada na altura da barriga, com o talho vertical se encerrando na altura do umbigo."
Pag. 176














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6 comentários:

  1. Uau!!!Como não conhecia o livro e nem a história, fiquei lendo e me vendo dentro da trama.
    Menina!! Poucos livros hoje em dia causam isso no leitor..a veracidade, a voracidade nas letras. O suspense..mortes cruas.
    Ahhh eu quero esse livro!!!
    Beijo

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  2. Já fico em ânsias para ler por se tratar de um policial - dos gêneros, um dos meus preferidos - e por vir tão bem recomendado. Faz MUITO tempo que não leio um policial nacional, e o último que li - se a memória não me falha - foi o "Vento Sudoeste", que também se passa no Rio, e gostei bastante.

    Entrou pra lista!

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  3. Lelê,gosto muito de livros policiais .Mas esse possui um grupo de protagonistas bem diferenciados,o que chama bastante atenção.Um Serial Killer ,que conhece a Bíblia.Não gostei muito de haver tantas mortes,parece cruel.Legal ser ambientado no Rio de Janeiro,quotes bem fortes!Beijinhos!!!

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  4. dá pra ver porque é um dos seus queridinhos, a trama é forte e muito intrigante por seu lado investigativo
    demais!!!!
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  5. Oi Lele! Eu não imaginava um livro assim não notável, fiquei morrendo de vontade de conferir. Adorei a resenha.

    Bjos!! Cida
    Moonlight Books

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  6. Vamos lá, fazer a lista de coisas que gosto em livros policiais e o autor usou.
    Mortes: ok
    Referências a outros livros: bíblia é um livro, logo ok.
    O enredo se passa na minha cidade: ok
    Os policiais são do estilo "linha dura e corretos": ok
    O assassino é aloprado: depois da morte com flechadas, múltiplos oks.
    Acho que nem preciso dizer que quero muito ler esse livro, né Lelê? Minha cara é pouco.
    Amei a resenha!

    Desbravador de Mundos - Participe do top comentarista de reinauguração. Serão quatro vencedores!

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