#Resenha: Um Martíni com o Diabo



Título: Um Martíni com o Diabo

Autora: Cláudia Lemes

Páginas: 333

Editora: Empíreo





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     Com certeza o melhor livro que li em 2016 e entrou para a lista de favoritos da vida!


" - Olha, Charlie. A prisão é algo por qual todos passamos uma vez ou outra. Não é fácil, é verdade, mas você vai sobreviver. Vai te deixar mais forte."
Pag. 81


     Charlie Walsh, filho único de uma mãe solteira. Uma Irlandesa que lutou muito para criar o filho longe das garras da máfia que tomavam conta das ruas em uma época em que os carcamanos e os irlandeses viviam em guerra.

     Vendo que seu filho já estava sendo seduzido pelo mundo bandido, Loreen Walsh só vê uma solução: contar ao filho a verdade sobre sua vida e seu nascimento. Ela acredita que já que Charlie está com dezoito anos, poderá aguentar o tranco de ouvir a verdade.


"O sangue descansava no espaço restrito entre a unha e a pele de Charlie. Ele não sabia se deveria lavar as mãos ou apenas continuar fitando-as, agora que seu coração finalmente se acalmara e ele se permitira entrar num estado de transe, que era o limiar entre a loucura total, eterna e desenfreada, e a sanidade que sempre praticara com devoção e disciplina."
Pag. 15


     Mas Charlie não recebe essa verdade tão bem quanto a mãe imaginava; e o munido de uma força insana e de uma coragem juvenil, ele resolve se vingar do homem que estuprou, engravidou, espancou e abandonou sua mãe, Tony Conicci.

     E isso era tudo o que Loreen não queria, mas Charlie não dá ouvidos à sua mãe e sai de casa atrás do pai com a intenção de matá-lo.

     Tempos depois, Charlie consegue se infiltrar na máfia e descobre que hoje Tony é o Don da família Conicci, uma das mais ricas e temidas de Las Vegas. Logo ele consegue um "emprego" com os soldados da família e seu "ótimo desempenho" chama a atenção do Tony que o convida para ser o homem de confiança do Don.

     Porém, os anos se passam e o dinheiro aos montes, as mulheres fáceis, as drogas disponíveis, tudo isso enfeitiça Charlie, e ele deixa  a vingança de lado e transforma-se num "homem feito".

     
"Charlie olhou para a bebida de Tony. Sabia, pelo formato do copo e o palito com azeitonas, que era martíni."
Pag. 56


     Cláudia Lemes joga o leitor no meio da família Conicci e enfeitiça com sua narrativa impecável tanto quanto a riqueza da máfia. Enquanto você estiver lendo, se sentirá dentro de tudo aquilo, e garanto que sair não será fácil. Aliás, terminar de ler este livro é tão difícil quanto abandonar a "famíglia".

     A autora consegue fazer o leitor torcer por um personagem que sua motivação é matar o pai, e naquele momento isso parece certo, mesmo sendo absurdo. 

     Ela fez o meu estômago revirar com as cenas de tortura. Fiquei emocionada com o romance maluco e impossível que Charlie vive durante sua trajetória. Foram emoções fortes e inesquecíveis.


"Ficou aliviado. Ir para a prisão era uma coisa... ser um traidor da máfia era algo completamente diferente."
Pag. 79


     É narrado em terceira pessoa, passa pelo ponto de vista de vários personagens, mas o protagonista é Charlie, então tudo que é narrado tem a ver com ele. É por ele que sofremos, mesmo não ele não sendo bom o tempo todo.

     Arrumei motivos para defendê-lo, mesmo sabendo que ele estava muito errado. Tenho certeza que era isso que a autora queria despertar no leitor. E ela conseguiu!

     Além disso, preciso dizer que a capa é belíssima e a diagramação é ótima. A revisão é perfeita! A cada livro que eu leio da Editora Empíreo, fico mais apaixonada!

     Preciso ler o primeiro livro da autora o mais rápido possível. "Eu vejo Kate" já está na lista dos super desejados.

     "Um  Martíni com o Diabo" superou todas as minhas expectativas. É muito melhor do que imaginei. Amei! Recomendo para todos!







9 comentários

  1. Eu já tinha visto essa capa pelo mundo literário e não tinha dado nada por ela.
    E agora lendo a resenha, vi que fui muito boba em não procurar saber mais do que se tratava.
    Poucos autores conseguem essa proeza, de jogar o leitor dentro da história, colocar mesmo a gente, ali, vivendo na alma tudo que o personagem vive.
    A vingança fica em segundo plano?
    O poder vence?
    Lerei com certeza!
    Beijo

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  2. Oi, Lelê!!
    Gostei muito da resenha do livro, a capa é muito bonita é a história é bem interessante. Ainda não li nada da autora mais procurei saber um pouco mais dessa história e só vi comentários positivos sobre a obra. Sem dúvida é uma excelente indicação de leitura.
    Beijoss

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  3. Coisas relacionadas a máfia, sempre me lembram O Poderoso Chefão (por motivos óbvios hahaha), e eu gosto bastante. Pela resenha que cê fez Lelê, eu fiquei com muita vontade de ler mesmo. Espero quando eu começar a trabalhar conseguir comprar <3

    Beijo Lelê, feliz ano novo pra tu <3

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  4. Lê!
    Livros que envolvem máfia, são sempre ricos em aprendizado com relação as torturas e a máfia Irlandesa não é tão diferente das outras.
    Não gosto muito de livros com tema vingança, porém aqui me parece que foi apropriado e acaba mudando o foco do protagonista com a passagem do tempo.
    “Ano Novo!
    Um novo ano começou, e assim, eles passarão: um a um… São mais 365 dias... Novas outras 365 oportunidades de fazer diferente! Fazer melhor, fazer mais, em alguns casos, fazer menos… Espero que ao final desse tempo, possamos contabilizar quantas estrelas fizemos brilhar…” (Desconhecido)
    FELIZ 2017!
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    TOP Comentarista de JANEIRO dos nacionais, livros + BRINDES e 3 ganhadores, participem!

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  5. o texto e a trama como um todo são bem tensos e intrigantes, fico muito curiosa, por incrivel que pareça, uma vez que não é meu tipo preferido de livro

    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  6. Gostei da resenha Lelê, uma pena o enredo não me prender tanto atenção como qria...
    Bjs!

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  7. Pela resenha eu esperava algo mais sobrenatural, mas lendo a resenha entendi bem quem é o diabo referido. Leio uns livros dark de romance e as cenas de tortura me deixam mega agoniada. Mesmo estando errado, tenho o pressentimento que tbm vou defender o Charlie rs

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  8. Caramba, não sabia que Eu vejo Kate é da mesma autora! Estou doida por esse livro há meses.
    Gostei demais da capa de Um martíni com o diabo e a premissa é bem instigante e diferente do que já li. No começo achei que não gostaria, mas ao ler a resenha percebi que adoraria essa leitura

    Beijos,
    Kemmy - Duas Leitoras

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  9. Oi.
    Parece uma leitura muito interessante, tensa e que prende a atenção.
    Gostaria de ler, então, já está na lista.
    Sua resenha está muito bem elaborada e por sua recomendação, fiquei animada para fazer a leitura.
    Beijos.

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