Divulgação: Uma Lenda Entre os Piratas

 


Livro "Uma Lenda entre os Piratas"





CAPÍTULO UM

      O céu estava a favor do que viria a acontecer naquela noite. Pois as nuvens, até onde a vista podia alcançar, cobriam totalmente a grande cúpula estrelada; ocultando assim qualquer claridade que o luar poderia fornecer.
      A noite era fria. O que era favorável também. Pois nessas noites as sentinelas dão mais atenção ao frio do que deveriam, fazendo pouco da possibilidade de um ataque e preferindo se aconchegar a um cantinho quente a permanecer alerta.
      O forte, construído em rocha pura à beira de um penhasco, vinha sendo usado como prisão há menos de uma década. Era guarnecido no alto por canhões voltados para as faces norte e leste, cobrindo assim os lados situados às encostas do mar.
      Seguindo uma trilha algumas centenas de metros ao sul, chegava-se a um pequeno vilarejo, o único da ilha. Sua população levava a vida em função das fragatas que ali aportavam com relativa freqüência, como as duas fragatas de guerra atracadas podiam demonstrar.
      Por fim, a oeste do forte, uma cerrada mata se estendia durante algumas centenas de metros até ser interrompida por um lago de água doce com consideráveis proporções. Provavelmente, o motivo da ilha em questão ter sido escolhida como posto avançado pela marinha inglesa: uma fonte de água potável em alto-mar.
      Com o passar dos anos, além dos soldados que viviam no forte, a ilha recebeu alguns colonizadores. Em sua maioria, náufragos que tiveram a sorte de encontrar terra antes de perecer em alto-mar. E que acabaram por estabelecer moradia ali. Pois, graças aos ingleses, a ilha começava a mostrar atividade comercial e, assim, possibilidade de sustento. Muitas pessoas que viajavam nos navios preferiam dormir em terra e, assim, logo uma estalagem foi aberta. Comidas frescas e bebidas eram muito apreciadas pelos marinheiros e logo uma taverna foi erguida. E foi assim, de passo em passo, que o vilarejo se formou.
      Porém, distante das principais rotas comerciais e com um uma extensão pequena para atividades como cultivo ou extração, a ilha ainda permanecia tão desconhecida que sequer figurava na maioria dos mapas.
      Quando a marinha resolveu fazer uso dos calabouços até então abandonados que existiam no subsolo do forte, não foram muitos além dos diretamente envolvidos que tomaram conhecimento da decisão. Até mesmo os habitantes do vilarejo ignoravam o fato. Afinal, o fluxo de prisioneiros ainda era mínimo. Pra falar a verdade, se resumia a um só: Edward Wings.
      Edward era inglês e estava ciente disso tudo. Não havia motivos para acreditar que algum de seus compatriotas tentasse seu resgate, pois fora condenado por deserção. A deserção era vista pelos ingleses como o mais grave dos crimes, a traição da pátria, um ato repugnante capaz de romper até mesmo as mais duradouras amizades. Não se podia esperar que uma situação dessas fosse animadora. Encarcerado numa prisão longínqua e semi desconhecida, sem esperança de resgate.
      Os poucos cujos laços eram fortes o suficiente a ponto de considerarem vir em seu auxílio estavam mortos ou haviam desaparecido em alto-mar. E mesmo que estivessem vivos, provavelmente não se arriscariam tanto por alguém.
      De forma que Edward acabou por se acostumar àquela fria e escura cela que lhe servia de cárcere. Há quanto tempo já não sentia o calor do sol ou via sua luz? Anos provavelmente, pois seu único modo de contar os dias era através das refeições periódicas que lhe eram entregues por uma portinhola na base da porta da cela. E a única coisa que tornava possível a distinção entre dia e noite era a umidade que começava a verter das paredes com a chegada do crepúsculo. Não que se pudesse dizer que elas ficassem secas durante o dia.
      Muitas vezes, Edward procurou pela origem das infiltrações na busca por uma possibilidade de fuga, tentando achar alguma falha que poderia servir de início a uma escavação. Porém, tanto a tigela quanto a colher de madeira com que fazia suas refeições eram instrumentos pouco apropriados para escavação em pedra. Faltavam-lhe ferramentas adequadas.
      Naquela noite, como em todas as anteriores que passou ali, se entregava a devaneios, tentando imaginar algo que o tirasse dali. Incapaz de elaborar um plano realmente capaz de fazê-lo transpor aquelas muralhas de pedra, sua mente começava a mergulhar na fantasia. Imaginava-se deitado na areia da praia, estirado, de braços e pernas bem abertos, sob o sol quente aquecendo sua face e com a água das ondas indo e voltando, batendo em seus pés.
      Então, repentinamente, irrompeu um trovão. Nunca antes tão forte e avassalador, parecendo abalar tudo ao redor. Mas Edward não se assusta com o fenômeno. Não. Ao invés disso, deitado na rocha fria, com os olhos perdidos fitando o teto como se pudesse ver além das paredes de pedra e enxergar o céu, que há tanto tempo não via, começa a chorar. E, apesar de derramar muitas lágrimas, parecia feliz. Feliz como um órfão que torna a ouvir a voz dos pais depois de muito tempo… Quando não mais espera voltar a ouvi-las. Pois o mundo não lhe parecia diferente de um pai que abandona o filho, deixando-o à mercê da solidão e do esquecimento. Era algo que ele sentia que jamais tornaria a ver. E por isso que qualquer sinal de fora, por menor que fosse, mexia com suas emoções. Precisava de algo que não tinha: esperança. Tentava acreditar que a cada sinal, se aproximava um pouco mais da liberdade. Mas sabia que não era verdade. E que seu destino se resumiria a uma vida confinado ali, na mais absoluta solidão.
      Assim, quando Edward vê a porta de sua cela ser arrebentada, a cena lhe parece de tal forma fantasiosa que, não conseguindo mais distinguir o que era real ou não, ele permanece deitado no chão onde estava, olhando para a entrada onde ficava a porta; e de onde dois homens se projetam em sua direção.
      As palavras que se seguiram então, não soaram reais:
      ―Viemos te tirar daqui.



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Olá, caro leitor. Espero que tenha gostado da amostra que acabou de ler. Trata-se do trecho inicial de meu livro "Uma Lenda entre os Piratas". 
      Desde a infância, sempre fui um ávido leitor, mas conforme fui crescendo, os livros interessantes que eu ainda não tinha lido foram ficando cada vez mais escassos. Por sua vez, os livros mais recentes não pareciam ter o mesmo capricho com o enredo. Frustrado em minha busca de encontrar obras de qualidade, com o tempo, decidi começar a escrever. E "Uma Lenda entre os Piratas" é o primeiro livro que resulta de meus esforços.
        Esforços esses que talharam meu sonho: ser escritor profissional. Tenho muito orgulho de meu livro. Ele é realmente bom.Mas publicar um livro no Brasil, por mais talento que você tenha com as palavras, se você não tem fama, não é fácil. De uma grande editora que me avaliou eu ouvi o seguinte:
"Você escreve muito bem. Disso não há dúvida. O problema é que o leitor precisa abrir o teu livro pra descobrir isso, enquanto o livro de um famoso, a maior parte das vezes, as pessoas compram porque o nome dele tá na capa, sem se importar com o conteúdo."
    Essa é a dolorosa faceta comercial do mercado editorial.Mas não pense que as dificuldades param por aí. O livro também pode sofrer preconceito editorial por ele conter violência, por não se passar no país e uma série de outras coisas que dificultam pra caramba a vida do escritor em ter sua obra aceita. Os que mecioinei aqui, foram aqueles pelos quais passei.
     E, se já não bastasse tudo isso, há ainda as editoras híbridas que não te avisam que são híbridas.  Você descobre apenas depois  que gastou com correio enviando seu original pra elas. Por quê híbridas? Porque elas exigem parte do financiamento da obra do bolso do autor. Ou que ele compre centenas de livros para vender pessoalmente, ele mesmo, a fim de garantir que os custos de produção sejam cobertos.  Mas os livros editados assim, chegam a um valor bem caro ao escritor. Fica dificil comercializá-los. Assim, preferi buscar alternativas de impressão baratas que pudessem manter uma qualidade de edição à altura dos livros comerciais e lançar este projeto.
        Quero  poder levar o livro diretamente a quem o  aprecie a um custo acessível. Quero poder ganhar alguma fama para poder ser aceito por uma editora tradicional mais facilmente. Quero fazer meu sonho dar um passo adiante.
Sua colaboração será muita apreciada.
Obrigado, 
Magner Massariol

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Achei essa apresentação do autor tão perfeita que não vi necessidade de eu falar alguma coisa.
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6 comentários:

  1. Gostei do Blog! :D
    Também tenho um onde coloco poesias minhas.
    Poderia dar uma olhada?
    http://wordsbyalonelyguy.blogspot.com.br

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  2. Nossa, gostaria de saber porque tanto medo das editoras?????? Com divulgações e expressões certas, é fácil conquistar leitores. Porque continuar dificultando as coisas se cada vez mais mostramos quantos escritores incríveis temos, serio, acho que nunca vou entender essa rejeição de nossa parte. Enfim, adorei esse capitulo, já adicionei e linkei para ficar mais fácil. Aproveitem, Magner é talentoso, e se duvidar, poderá contar uma historia semelhante a de J.K Rolling.

    Bjsss

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  3. Olá,
    Adorei o livro e não conhecia o autor.
    Existe realmente um certo preconceito em questão de autores nacionais e os livros que não são tão conhecidos, eu particularmente não ligo para isso, já vários livros de autores brasileiros que são maravilhosos e digo com muito pesar que é uma pena as editoras não investirem mais.
    Bjs e Feliz Ano Novo!

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  4. Gostei do trecho inicial, Lelê.
    Que o autor tenha todo sucesso que merece e encontre êxito em seu propósito.

    Desbrava(dores) de livros - Participe do top comentarista de dezembro. Serão dois vencedores!

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  5. legal que publicaram o primeiro capitulo! adorei!!!!
    felicidadeemlivros.blogspot.com.br

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  6. Lê!
    Que delícia de degustação. É assim que descobrimos se vamos gostar ou não do livro, desde o primeiro capítulo.
    Desejo um 2016 carregado de saúde, realizações e muito sucesso em tudo que empreender.
    “O Ano Novo começa literalmente quando nos desprendemos dos velhos vícios que carregamos dentro de nossos corações.Façamos do dia primeiro de janeiro um dia de libertação e começo de uma vida de superação e busca por dias melhores.” (Alison Aparecido Ferreira)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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