Resenha: Sete Dias Sem Fim


Título: Sete Dias Sem Fim

Autor: Jonathan Tropper

Páginas: 295

Editora: Arqueiro



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     Eu não entendo como este livro faz tanto sucesso fora do Brasil e aqui ele não deslancha de vez. O Jonathan Tropper é um dos meu autores favoritos, mas não vejo esse amor todo por aí... Uma pena!


"Meu casamento acabou da mesma forma como
acabam todos os outros: com 
paramédicos e cheesecake."
Pag. 16



     Imaginem um homem que pega a esposa no flagra, na sua cama com seu patrão. Em questão de minutos ele perde a esposa e o emprego.

     Agora imaginem que esse homem desempregado ter que alugar um porão pra morar, pois sua ex-esposa ficou com a casa que e ele ainda precisa pagar a hipoteca.

     Como se ainda não bastasse o pai morre. 

     Mas não é só isso. Ele deve participar do shivá, que é um preceito da religião judaica. A esposa e os filhos devem ficar juntos na casa do pai durante sete dias guardando o luto. Durante esses dias além das orações, eles receberão visitas, antigos amigos, outros familiares, todos com a função de trazerem os pêsames e muita comida. Sim, eles tem o costume de encher a casa de comida. 


"Mas o pai de vocês expressou esse último
desejo, e vamos cumpri-lo. Todos nós."
Pag. 54


     Ou seja, tranquilidade pra quê?

     Acontece que seus irmãos são pessoas totalmente diferentes dele e moram em lugares diferentes também. Uma ótima oportunidade para reuni-los e colocar todos os pingos nos 'i's.

     Wendy, mora em outro estado, é casada e tem três filhos pequenos. Paul é o que ficou mais próximo dos pais, foi o único que se interessou em trabalhar na empresa criada pelo pai, e que é a única herança dos quatro irmãos. Phillip é o caçula, indeciso, problemático, não sabe o que fazer da vida, na verdade vive arrumando confusões por aí, se apaixonando e desapaixonando com uma rapidez incrível!! Sentimental ao extremo, mas não um cara ruim, pelo contrário, é irônico e tem um bom coração. 

     Judd é o nosso protagonista. Vem comendo o pão que o diabo amassou há algum tempo. É apaixonado por Jen, a mulher que o traiu da forma mais inescrupulosa que uma mulher pode trair.  Mas ao longo do livro vamos conhecer também a história dela; mesmo tendo mudado de ideia quanto a sua traição, não mudei de opinião em relação a ela. É fraca, incapaz e carente demais. Desde o começo do livro eu achei que Judd merecia ter uma mulher mais forte. Mas conversando com outra pessoa sobre o livro eu constatei o óbvio, nem todos os homens gostam de mulheres mais fortes, a preferência pelas vazias e carentes ainda existe. Mulheres fracas dificilmente ficam solteiras. 

     Mas isso é assunto pra outro tipo de discussão.


"Se estivesse consciente, papai com certeza
ficaria de saco cheio por demorar tanto
para fazer uma coisa tão simples como morrer."
Pag. 7


     A mãe é uma figura!! Hill não tem papas na língua. Fala tudo que vem à cabeça, doa a quem doer. Sua sinceridade chega a fazer com que ela cometa 'sincerinídeos'. E confesso que é de morrer de rir.

     
"Às vezes corta o coração ver nossos próprios
irmãos como as pessoas em que se transformaram.
Deve ser por isso que nos mantemos 
afastados uns dos outros."
Pag. 281


     Pra quem não sabe, Jonathan Tropper escreve um gênero que gosto muito que é o Lad Lit, um subgênero do Chick-Lit.

     O lad lit é nada menos que um protagonista homem escrito por um autor homem. Mas isso deve ser feito com o estilo chick-lit, ou seja, problemas que os homens tem como fim de casamentos, experiência com a paternidade, doenças masculinas, morte, família, tudo relacionado ao mundo masculino, mas escrito de maneira leve e realista, com um toque de humor. E isso o Jonathan Tropper faz com perfeição.

     Portanto aqui vamos encontrar Judd, que está no pior momento da sua vida, e tem sete dias para se reencontrar, reencontrar sua família, resolver seus  problemas e tentar sorrir novamente. Nada disso é fácil, mas vamos dar muitas risadas com esse percurso que Judd tem pela frente.


"Nunca se sabe quando há de ser a última
vez que veremos nosso pai, ou beijaremos
nossa esposa, ou brincaremos com nosso
irmãozinho, mas sempre há uma última vez.
Se conseguíssemos nos lembrar de todas
as últimas vezes, jamais pararíamos de sofrer."
Pag. 139


     Os capítulos são divididos por dias. E a cada dia eles são divididos por horas. Não todas as horas do dia, mas as que algo relevante acontece. 

     A narrativa não é linear, então na hora em que algo acontece na casa com a família, Judd começa a se lembrar de momentos que ele viveu tanto na infância, como em seu casamento. E isso é perfeito para compôr a personalidade de cada personagem. O autor vem moldando cada um deles ao longo do livro e fazendo com que o leitor conheça cada um deles e todas as suas motivações para por exemplo: se afastarem.


"Ele gostava de nós quando éramos
crianças. Foi quando crescemos que nos
tornamos enigmas para ele."
Pag. 37


     Ponto positivo para os diálogos. São hilários. Impossível não pagar mico em público lendo as conversas absurdas dos loucos dessa família. 

     Mas que família é normal?? Os Foxman são muito engraçados, mas em certo ponto vi que eles eram normais. Inteligentes, independentes, engraçados... Normais. Pessoas com problemas, mas que eram felizes na maior parte do tempo. E isso graças a base louca que tiveram em casa com seus pais.


" - Obrigado, mãe. Como sempre, seu
conselho não solicitado, por mais inútil que
seja, merece meus sinceros agradecimentos.
- De nada, meu bem."
Pag. 130


     Mais uma vez me apaixonei pelo autor, seus livros são incríveis!! E "Sete Dias Sem Fim" não ficou atrás.

     Se você ainda não leu nenhum dele, pode começar por este. Não irá se arrepender. Se já leu outros livros do autor, leia este também. É ótimo!!!

     Amei!!! E recomendo para todos!!! Sem exceção!!


"E aqui estamos, ao pé do túmulo de papai,
os três Foxmans, todos forjados na mesma
bigorna e burilados por processos de
acabamentos diferentes."
Pag. 36






 









7 comentários:

  1. Parece ser bem engraçado a história. Já estava considerando ler e agora com certeza vou. Alguns trechos que você colocou aqui me deixaram bastante curiosa. Vou dar uma chance a ele e espero gostar também.
    Beijos.

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  2. Olá,
    Eu li esse livro e achei simplesmente incrível! Não conhecia o trabalho do autor, mas adorei a escrita dele e já estou querendo ler mais livros do mesmo!
    Beijos.
    Memórias de Leitura - memorias-de-leitura.blogspot.com

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  3. Nunca li nada desse autor, mas lendo sua resenha fiquei com vontade de ler algum livro escrito por ele.

    http://porredelivros.blogspot.com

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  4. Lê, li esse livro faz bem pouco tempo
    confesso que gostei, estranhei algumas atitudes de Judd e sua trupe, mas no fim dei boas risadas
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  5. Já vou comprar, vai ser um dos primeiros a ler em 2015.

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  6. Oi Lelê. Nossa esse livro parece ser muito engraçado. E esse trailer é de um seriado ou de um filme? Nunca li nada do autor então por isso esse baita desinformação! kkkkkk :D Adorei e já anotei como indicação. Bjoks da Gica.

    umaleitoraaquariana.blogspot.com

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  7. Oi Lelê! Eu não imaginava um livro assim, na verdade a sua foi a primeira resenha que li dele e agora fiquei sabendo mais sobre a obra, espero em 2015 poder conferir a história, nem que seja apenas vendo o filme,

    Te desejo um ótimo 2015!
    Bjos!! Cida
    Moonlight Books

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