Curiosidades: Lewis Carroll

Este ano se comemora 150 anos da primeira publicação de Alice No País das Maravilhas. Nossa Alice está velha?? Nem um pouco, hoje ela é um clássico dos mais modernos!!

Adoro Alice por tudo. Pelo seu feminismo, por sua feminilidade, por ser tão feminista. Alice é perfeita!!

E por isso eu resolvi mostrar duas curiosidade sobre o autor Lewis Carrol. Ele não era nada misterioso, mas suas atitudes são muito curiosas. Sempre achei!!

Mas enfim, épocas passadas... Vamos ao que interessa:





O retrato acima é de Alice Liddell, e integra o 9º volume da coleção Photo Poche, dedica à produção fotográfica de Carroll.





Poucos sabem, mas o então Charles Lutwidge Dodgson, autor de um dos maiores clássicos de todos os tempos, dedicou-se por anos à fotografia, especialmente retratos – e foi justamente em sua atividade como fotógrafo que encontrou inspiração para o romance.

Foi no ano de 1856 – quase uma década antes de publicar Alice no País das Maravilhas sob o pseudônimo Lewis Carroll – que o jovem de Oxford, já licenciado em letras e professor-assistente de matemática, viajou a Londres para comprar sua primeira câmera fotográfica.

Em abril desse mesmo ano, Carroll conheceu três meninas que o inspirariam a escrever, quase uma década mais tarde, Alice no País das Maravilhas: Alice Liddell (três anos) e suas irmãs, Edith (dois anos) e Lorina (seis anos), filhas de Henry Liddell, decano da Christ Church, a mais prestigiosa instituição da Universidade de Oxford.





No ano de 2012 eu publiquei aqui no blog 5 cartas de amor famosas. Para ver todas elas CLIQUE AQUI.


Mas uma delas é bem estranha, por isso eu trouxe de volta essa carta. Confira abaixo:






Gertrude Chataway foi a mais importante criança que o escritor Lewis Carroll teve como amiga. O poema A caça ao Snark, inclusive, é dedicado a ela e aberto com um acróstico com seu nome. Biógrafos de Carroll, conhecido por escrever Alice no país das maravilhas, revelam que ele conheceu a garota quando ela tinha apenas 9 anos e que, desde então, os dois mantiveram uma amizade que se estendeu até a vida adulta. Meio estranho? Espere até ler a carta.





“Minha querida Gertrude, você vai ficar admirada, surpresa, desolada ao saber que terrível indisposição eu senti quando você partiu. Mandei chamar um médico e lhe disse: ‘Dê-me um remédio contra o cansaço porque eu estou cansado’. Ele me respondeu: ‘Nunca! Você não precisa de remédio! Se você está cansado, vá para a cama!’ ‘Não’, repliquei, ‘não se trata desse tipo de cansaço que passa quando se deita. Eu estou cansado no rosto.’ Ele ficou muito sério e depois disse: ‘Sim, estou vendo, é seu nariz que está cansado; e isso acontece por que você mete o nariz em tudo’. E eu respondi: ‘Não, não é bem o nariz. Talvez tenha sido um gole de ar’. Então ele fez uma expressão de espanto e disse: ‘Agora estou entendendo: naturalmente você tocou muitas árias em seu piano’. ‘De forma nenhuma, protestei. Nada de árias, mas de alguma coisa que fica entre o meu nariz e o meu queixo’. Aí ele ficou muito sério e perguntou: ‘Ultimamente você tem andado muito com seu queixo?’ Eu disse: ‘Não’. ‘Bem!’ disse ele, ‘isso me preocupa muito. Não sente alguma coisa nos lábios? ‘Claro!’ exclamei. É exatamente isso que eu sinto!’ Então ele ficou mais sério do que nunca e disse: ‘Acho que você andou dando muitos beijos’. ‘Bem’, respondi, ‘na verdade eu dei um beijo numa menininha que é muito minha amiga.’ ‘Pense bem’. disse ele, ‘você tem certeza de que foi somente um?’ Eu pensei bem e disse: ‘Talvez tenham sido onze’. Então o doutor respondeu: ‘Você não deve dar nenhum beijo até que seus lábios tenham descansado bastante’. ‘Mas o que devo fazer’, repliquei, ‘se ainda estou devendo a ela cento e oitenta e dois beijos?’ Nessa hora ele ficou tão triste, mas tão triste, que as lágrimas começaram a rolar em seu rosto. E ele disse: ‘Você pode enviá-los numa caixa’. Então eu me lembrei de uma pequena caixa que eu havia comprado em Dover, pensando em poder um dia oferecê-la a uma menininha. Por isso é que eu lhe envio essa caixa depois de ter colocado nela todos os meus beijos. Diga-me se eles chegaram bem, ou se algum se perdeu pelo caminho.”












Enfim, nada de julgamentos. Muitos anos se passaram e antigamente as coisas eram bem diferentes. Hoje só podemos imaginar como era a vida do autor e dessas meninas todas que passaram pela vida dele.

O que é certo é que suas obras são admiráveis. Nada disso diminui o tanto que gosto de seus livros.

Mas sabe aquela mania que temos de ficar bisbilhotando a vida dos famosos? Eu sempre achei muito mais interessante bisbilhotar a vida desses famosos que não estão mais aqui pra confirmar ou negar nada. Sempre achei a vida deles mais... digamos... interessante!




Fonte da primeira parte: Blog da Cosac
















17 comentários:

  1. Olá Alessandra,

    Nossa que coisa, achei interessante essa história, mas como mencionou nada de julgamentos e não muda nada diminui a admiração pela sua obra....abraço.

    devoradordeletras.blogspot.com.br

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  2. Foi ótimo saber mais um pouco sobre esse autor fantástico. Não imaginava que já havia se passado tantos anos assim de sua publicação. Esperava que a história de Alice contasse uns 100 anos e não 150. Adorei o post e de ler mais um pouco sobre ele.
    Beijos.

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  3. Sabe flor, fuçar no passado, descobrir como era, de onde surgiu..e este contraste entre passado e presente é algo que me fascina!
    Adorei esta viagem a um passado tão distante e ao mesmo tempo, tão atual..
    E que carta linda...rs (tá, eu deveria ter nascido nessa época, eu sei)
    Beijo

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  4. Oiee Flor...
    O autor esquisitinho ele eim... eu sei que paira no ar um quê de mistério em torno de sua vida...
    ainda não li o Alice no pais das maravilhas mas tenho aquela edição bunitosa da zahar
    e está na minha meta de leitura nesse ano! Então só aguardar... bjosss
    www.cantodadomino.blogpost.com.br

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  5. Oi, Lelê!

    Alice no País das Maravilhas é um dos meus livros favoritos. Já reli várias vezes e não me canso. :)

    Beijocas.
    http://artesaliteraria.blogspot.com.br

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  6. Olá, Lelê.
    Para falar a verdade, não sabia nada sobre o autor. Nem imaginava que ele gostasse de fotografia.
    Quanto à carta, bem... Eu tentei vê-la de modo "inocente". Prefiro acreditar que se trata apenas de uma amizade bonita e verdadeira.

    M&N | Desbrava(dores) de livros - Participe do nosso top comentarista de março. Você escolhe o livro que quer ganhar!

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  7. Que carta mais bonitinha e fofa, eu ja vi algumas fotografias de Carrol e sao lindas mas é no minimo estranho toda afeiçao dele com suas 'amiguinhas', imagino que se vivesse hoje ele nao poderia demonstrar tanto afeto abertamente, mas acho que por mais que nos cause nojo ja teve uma epoca em que a erotizaçao da criança foi moda, aceita e incentivada, hoje ainda é mas disfarçadamente.

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  8. Oi Lelê! agora que te conheci dá mais gosto ainda comentar rsrsrsrs
    Caramba, 150 anos! Quanto tempo! Não sou muito fã de Alice, e não vou julgar como você bem falou, mas hoje em dia ele estaria em apuros.
    Bjs, Rose.

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  9. menina, que loucura, como você disse o bom de dar uma xeretada é conhecer os costumes de uma outra época
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  10. Eu nunca fui muito fã de Alice no país da maravilhas, mas adorei o post e saber um pouco mais sobre este grande escritor, mas confesso que fiquei com a pulga atrás da orelha com ele.
    Abraços,
    Gisela
    @lerparadivertir
    Ler para Divertir

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  11. Adorei o post, eu ri em algumas partes principalmente porque também acho interessante saber de algumas coisinhas sobre os autores, hmmmmmmmmm ;P

    Eu gosto muito de Alice, não é meu livro favorito nem nada mas é bem legal sim! Super feminino, ainda mais para um livro escrito naquela época.
    Achei a carta bem estranha, mas sem julgamentos como você mesmo disse HAHAHA hmmmm senhor Lewis Carroll UHAUHSAUH

    Super legal esse tipo de post Lele!! Beijo!


    http://livrosontemhojeesempre.blogspot.com.br

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  12. Lele!
    Tenho essa mania também de ficar futucando o passado dos famosos mortos, porém só os dos interessantes...
    Realmente os relacionamentos infantis do autor eram bem estranhos, entretanto como falou, era outra época e não era questionável como hoje.
    Adorei saber das curiosidades...
    Cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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  13. Demais esse post.
    Amo Alice no país das maravilhas, mas ainda não li nenhum livro sobre haha. Com certeza O Lewis foi um ótimo escritor e eu ainda tenho a curiosidade de ler a obra original (já que existe inúmeras adaptações). A carta escrita aí é muito engraçada, já que tem um pouco de diálogo. Sério. Fora, que o nome da menina é igual o da minha tia haha.
    Demais o post, beijooos


    www.gemices.com.br

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  14. Impossível não ficar intrigada e com o pé atrás com o autor depois de ler aquela carta hahaha Mas também não se pode negar que Alice no País das Maravilhas é uma obra maravilhosa.

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  15. Adorei saber mais sobre o autor de um dos meus livros favoritos. Amo! Alice NO País das Maravilhas.
    Seguindo já, adorei o blog!
    Bjs!
    http://garotoliterato.blogspot.com.br/

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  16. Nossa, gosto muito de Alice, mas por incrível que pareça essa é a primeira vez que fico sabendo sobre detalhes do autor e amei conhecer o que o inspirou, o que ele fazia e ler a carta. É muito legal conhecer mais sobre uma pessoa que teve a capacidade de escrever uma obra tão incrível! Amei!
    Beijos

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  17. super curti o post, tenho mania de ficar bisbilhotando a vida dos famosos e curti saber um pouco mais da vida de Lewis Carroll...

    *__*

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