Resenha: É Melhor Não Saber



Título: É Melhor Não Saber

Autora: Chevy Stevens

Páginas: 318

Editora: Arqueiro



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     Agora me lembrei do ditado que minha vó sempre dizia: "Não meta o nariz onde não foi chamada minha filha". Pois é, Sara precisava ter uma vó dessa!!



     Sara foi adotada quando ainda era bebê, logo depois sua mãe adotiva teve mais duas meninas, Lauren  e Melanie. Nunca esconderam de Sara que ela era adotada, e seu pai e Melanie faziam questão de deixar isso bem claro.
     A mãe de Sara sempre a tratou como filha, tanto quanto as outras, Lauren sempre foi uma boa irmã, mas essa distinção que seu pai e Melanie faziam dela a deixava com uma mágoa e um imenso sentimento de vazio.
     Com o tempo, Sara começou a querer conhecer seus pais biológicos, e quando está prestes a se casar, ela decide que chegou a hora de conhecê-los.


"Isso é como achar que lhe deram a vida errada
e que você precisa ter a vida certa para que
tudo fique bem, e depois descobrir que não
existe uma vida certa."
Pag. 132


     Sara está com trinta e três anos, tem um trabalho estável, uma filha de seis anos, e Evan, o noivo mais cuidadoso e atencioso que já vi, além de apaixonado.

     Justamente nesta hora me deu vontade de dizer à Sara mais um ditado de vovó. "Poxa vida, pra quê procurar pelo em ovo?" "Mas enfim, cada um sabe onde seu calo aperta."


"Passei nove meses dentro de uma mulher que se
sentia constantemente apavorada. A ansiedade 
dela passou para meu sangue, para minhas
moléculas. Eu nasci com medo."
Pag. 59


     Sara finalmente contrata um detetive particular, reúne as informações que tem, vai atrás de sua mãe, mas não satisfeita, quer descobrir quem é seu pai.

     Quando Sara consegue encontrar Julia, sua mãe biológica, sofre mais uma rejeição. Julia não quer encontrar Sara de jeito nenhum, é como se ela tivesse rejeitado a filha pela segunda vez.

     Ela então desconfia que a causa do ódio da mãe por ela tem relação com o pai.
     Sara vai atrás e descobre que seu pai é um conhecido e procurado Serial Killer chamado de "Assassino do Acampamento", e que Julia foi a única sobrevivente deste maníaco.

     Mais uma vez, como dizia a vovó: "A desgraça nunca anda sozinha". E assim é que a história de Sara cai um site de fofocas na internet.

     Incrivelmente, seu pai biológico descobre a existência  da filha e quer se encontrar com ela, quer que ela o aceite. E ele está disposto a tudo para conseguir a atenção de Sara.


"Pensei naqueles poucos minutos atrás: em como 
eu me sentira forte e estimulada, no perigoso
limite entre a razão e a emoção, com todos
os meus sentidos aguçados, meu corpo
tenso e pronto para a luta."
Pag. 227


     Se você achou que tem algum spoiller aqui, esqueça, falei bem menos do livro do que a sinopse dele. E tudo isso acontece antes da página quarenta, então imagine como foi ler as outras duzentas e oitenta páginas depois.

     Sério, virei a noite lendo. Tentei dormir e não conseguia parar de pensar em Sara.

     Eu virei fã da autora quando li "Identidade Roubada", e neste segundo livro eu confirmei meu fanatismo. A Chevy Stevens escreve de um jeito que fica impossível parar de ler. É alucinante.

     A narrativa é em primeira pessoa. Cada capítulo é uma sessão no consultório psiquiátrico de Nadine, a terapeuta. A sessão começa com Sara falando sobre sua atual angustia, logo depois passa para a narrativa da história em si e termina com as considerações finais de Sara em sua terapia. E tudo isso de um jeito impecável.;

     Eu adorei a capa deste livro. A diagramação é simples e as páginas são amareladas. A fonte usada não é grande, segue a linha de quase todos os livros da Arqueiro, já estou acostumada e não tenho do que reclamar.

     Um thriller psicológico de primeira! Maravilhoso!!

     Se você gosta de um bom suspense, com certeza vai adorar este livro tanto quanto eu!!

8 comentários:

  1. Sua resenha está PERFEITA!
    Eu amei demais esse livro, não conseguia parar de ler e tudo que eu fazia era com o livro aberto. rs Virou um dos meus queridinhos e super indico para quem curte o gênero. Maravilhoso!
    Parabéns pela resenha, lindona!
    Beijos
    http://www.coisasdemeninasarteiras.blogspot.com.br/

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  2. Adorei a resenha, e não vejo a hora de começar a ler o meu exemplar de É melhor não saber, que já está na minha pilha.... Depois de Identidade Roubada é impossível deixar de ler qualquer livro da Chevy Stevens.....

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  3. Tenho muita vontade de ler esse livro e Identidade Roubada, já vi muita gente falando bem da autora e as sinopses são muito legais. Não sei quando lerei, a lista é graaaande, mas espero que em breve.
    Gostei muito da sua resenha, conselhos da vovô 10x0 Sara.
    Beijos
    fromafallenangelsheart.blogspot.com

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  4. Como amei Identidade Roubada e este segue o mesmo padrão, aposto que vou amar também.
    Foi engraçado que ganhei este livro totalmente por acaso e fiquei super feliz!!
    To ansiosa pra saber mais depois da página 40. rs
    Beijos

    Ana
    www.euleitora.com.br

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  5. Adorei a resenha, fiquei mto curiosa em ler esse livro.
    Tenho paixão por livros de folha amarelada, a leitura flui mto melhor e essa coisa de prender a atenção e não querer parar de ler é ótimo.
    Esse vai pra lista de próximas leituras. :)

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  6. To querendo ler esse livro! Parece bem original e a sinopse chama a atenção!

    Um beijo
    escolhasliterarias.blogspot.com.br

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  7. Eu nem conhecia essa autora acredita? Agora fiquei na dúvida se leio primeiro Identidade roubada ou é Melhor não saber. Achei o enredo incrível e acho que tua vó é bem sábia! rs

    www.reticenciando.com

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  8. Ótima resenha, fiquei com vontade de ler.

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