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#Resenha: Números de Azar

  
Título: Números de Azar

Autora: Anne Holt

Páginas: 215

Editora: Fundamento














     Foi uma leitura que começou lá no alto, adrenalina a mil, muita sanguinolência logo nas primeiras páginas. Um crime terrível, mas sem corpo... Um galpão que há muito está abandonado é encontrado coberto de sangue de cima a baixo. Cena de um possível assassinato, mas antes precisam descobrir se aquele sangue todo é de humano ou bicho, pois não há corpos nem pista de nada que possa levar a quem foi assassinado, e muito menos de quem é o assassino.

     Bom, com esse início eu já fiquei enlouquecida, o livro prometia ser pura emoção. Por ter só 215 páginas, imaginei que fosse correr com a leitura e ficar sem conseguir parar de ler, mas não foi bem assim.

     Após esse início eletrizante, a leitura e a trama foram caindo no meu conceito. 

     Os capítulos tem datas em seus títulos, marcando exatamente o dia em que estão acontecendo as coisas, tudo de forma crescente. Mas em um desses capítulos a data já começa errada, voltando para 1 mês antes... e a história continuou... bom, percebi que houve um erro ali, fiquei um pouco confusa, mas passou e a leitura seguiu.

     Como é uma série, a detetive Hanne Wilhelmsen é quem sempre será chamada para resolver os crimes. Cada livro é independente, só a vida da detetive é que acompanharemos a evolução. 

     Neste descobrimos que sua companheira está bastante insatisfeita com a situação das duas, deixando isso muito claro logo no início. Ela está cansada de "namorar escondido". Então é nisso que Hanne deverá resolver e melhorar neste livro.  Essa é sua evolução. Mas o livro não é um romance, muito menos um drama romântico. É um livro policial. Então vamos ao crime.

     É preciso ter sangue frio para ler as cenas de violência tratadas aqui. Assuntos que são fortes e que devem ser discutidos. Estupros e imigração ilegal... a coisa toda é muito pesada... Enfim, num sábado a noite um homem invade o apartamento de Kristine e a espanca e estupra. Isso a deixa totalmente destruída, e não é pra menos. 

     Só que todo sábado a noite crimes acontecem, e tudo leva a crer que é a mesma pessoa que está cometendo esses crimes todos. A detetive precisa resolver isso também, além da sua vida amorosa, é claro.

     Paralelo a isso, acompanhamos o sofrimento de Kristine, que vai ficar com seu pai enquanto sua dor não passa. O pai inconformado com o que houve com sua filha, e cansado de esperar que a polícia resolva o crime, vai por conta própria investigar.

     Com tudo o que vem acontecendo na cidade, a polícia se encontra sobrecarregada e parece não dar conta de tantos crimes. Hanne em alguns momentos parece até meio alheia e perdida em meio a tanta confusão.

     Isso foi uma coisa que me incomodou e deixou a leitura um pouco lenta pra mim. Esse descaso, essa apatia deles em relação aos crimes e ás vítimas não me agradaram. Mas fora isso, é ok. 

     Lembrando que esse é o segundo livro da série. Talvez isso mude no decorrer... Gosto de Hanne e da sua namorada, rsrs. Não era nisso que eu deveria me apegar, né? Mas fazer o quê?

     Enfim, foi um livro três estrelas. Gostei. Foi ok. Recomendo sim para quem gosta de livros policiais.










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9 comentários

  1. É triste quando pegam um enredo que teria tudo para ser bom e meio que estragam ele neste desespero de escrever muitos livros e atropelarem a história.
    Adoro um bom suspense e quando um livro já apresenta de cara um enredo forte, com mortes, mistérios e claro, personagens que tem algo por trás de suas vidas, é fabuloso.
    Mesmo com todos os pontos negativos citados, se tiver oportunidade, quero conferir sim.
    Beijo

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  2. Quando vi a capa e o início da resenha também imaginei que seria um daqueles livros que não conseguimos desgrudar. Pena que no decorrer do enredo o autor não tenha desenvolvido de forma que fizesse com que o leitor se sinta preso e ansioso por desvendar o possível crime. Eu não conhecia essa série. A capa gostei de mais.

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  3. Lê!
    Mesmo com tanto sangue escorendo pelas páginas, você achou a leitura lenta? Nossa!
    De qualquer forma, deve ser um bom livro.
    Boa semana!
    “.Aquilo que eu não sei é a minha melhor parte! “ (Clarice Lispector)
    cheirinhos
    Rudy

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  4. Oi Lelê!
    Que pena que o autor não conseguiu desenvolver um bom enredo, mas me parece ser bacana.
    Bjs!

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  5. Oi Lele! Quanto tempo! Andei meio sumida desses ultimos meses pq ainda to me acostumando com a rotina do novo trabalho rsrsrs
    Sobre o livro, não sei... me pareceu muito bagunçada a história, muita informação pra poucas páginas! Quero ler, de qualquer maneira, pra ter minha opinião sobre!
    Beeeeijos!

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  6. Li poucos romances policiais, mas os que li foram muito bons, envolvendo do início ao fim.


    Ótima semana,
    http://mylife-rapha.blogspot.com

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  7. uma pena que o livro não atingiu as expectativas, espero sinceramente que numa próxima oportunidade tenha melhores leituras, pois sei o quanto adora esses enredos!

    http://felicidadeemlivros.blogspot.com/

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  8. Oi, Lê
    Gosto muito de livros policiais, mas desse ainda não conhecia. É a primeira resenha que leio.
    É uma pena que nesse livro a autora não ter explorado todo o potencial do enredo.
    Como é uma série pode ser que nos próximos melhore.
    Beijos

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  9. Oi Lê.
    Eu poderia jurar q esse livro era de terror, essa capa sempre me mostrou isso kkkkkk e isso me deixava meio tensa e tambem nao sabia q fazia parte de uma serie. Fiquei surpresa em saber q se trata de um suspense, ameiiiiiii, já mais que quero ler. Bom, entao vou ler com mais calma e nao ter tanta sede pra nao me frustrar. Amo detetives mulheres, mostrando cada vez sua personalidade e capacidade de captar pequenos detalhes. Amei sua resenha.

    Bjs

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